terça-feira, 4 de setembro de 2012

Por: Cecília Dionizio


DIÁRIO DA REGIÃO (S.J.R.PRETO-SP) - SAÚDE


Saúde da mulher

Principais doenças: cânceres de intestino, de mama e de colo do útero

02:32 - Um estudo patrocinado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) foi realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e mostrou as principais causas que levam mulheres à morte no Brasil. Embora ainda estejam sendo compilados outros dados, já é possível saber quais os problemas que mais matam mulheres em todo o País. O objetivo do “Estudo da Mortalidade de Mulheres de 10 a 49 anos no Brasil”, realizado em todas as capitais do País, é levantar as causas de morte desse grupo etário, com dados corrigidos, para compará-los com os registros (oficiais) e conhecer a mortalidade materna. A partir daí é possível obter números mais reais e estimar um fator de correção para a informação oficial, pois no Brasil ainda há uma cobertura incompleta do Sistema de Informação de Mortalidade Materna do Ministério da Saúde (SIM), com significativa proporção (14%) de óbitos mal definidos e subdeclaração de mortes ligadas à gravidez, parto e puerpério.

As conclusões iniciais definem os cinco principais grupos de causas: câncer (24,2%), doenças do aparelho circulatório (19%), causas externas (15,7%), doenças infecciosas e parasitárias (12,3%) e doenças endócrinas, nutricionais e do metabolismo (4,4%). Dentre as doenças que mais matam as mulheres e que estão diretamente ligadas a esse grupo, destacam-se os cânceres de intestino, de mama e de colo do útero, doenças cardiovasculares, diabetes e Aids. A Aids, de acordo com o estudo, se destaca entre as doenças de causa infecciosa, seguida bem de perto pelo HPV, que leva ao câncer de útero. A contaminação pelo vírus HIV é a primeira causa de morte (60%). Em 35% dos casos, o intervalo de tempo entre o diagnóstico e a morte foi menor do que 12 meses e, na maioria dos casos, foi constatada a associação tuberculose/Aids. As características pessoais das mulheres que morreram revelaram que 49% fumavam; 51% ingeriam bebidas alcoólicas e 12% eram usuárias de drogas.

O relacionamento sexual representou a principal forma de contágio. Toda pesquisa foi coordenada pelos epidemiologistas Ruy Laurenti, Maria Helena Prado de Mello Jorge e Sabina L. D. Gotlieb, professores do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Além deles foram destacados coordenadores locais em cada capital do País. Em Rio Preto, segundo médicos das respectivas áreas, os casos confirmam a tendência de resultados do estudo. Previna-se contra as doenças que mais matam e exigem atenção.

Câncer de intestino

O câncer de intestino é um dos pavores entre as mulheres e só perde para o câncer de mama e do colo de útero. Segundo o coloproctologista José Gomes Netinho, os males do intestino grosso são atribuídos ao câncer de colo e reto e suas causas são basicamente o sedentarismo, o fumo, e o álcool, embora o fator hereditário não esteja descartado. “Quando parentes de primeiro grau apresentam a doença, é preciso ficar atento”, avisa. O médico alerta que as mulheres acima de 60 anos que sofrem freqüentemente inflamações intestinais também devem ficar atentas. Outro fator que leva ao problema são os hábitos alimentares errados. O excesso de carnes e pouca verdura são preponderantes para o surgimento de sinais e sintomas como sangramento, hemorróidas, anemia e dificuldade de defecar. Netinho observa que embora alguns sintomas tenham interferência emocional e não sejam exclusivos de quem tem problema intestinal é preciso descartar, por meio de exames específicos, como a retocigmoidoscopia e ou a colonoscopia, a existência de lesões intestinais, mais conhecidas como pólipos, “precursores do câncer de intestino e que podem aparecer em adulto jovem quando há história familiar”, diz.

Doenças cardiovasculares

O coração das mulheres é o campeão de óbitos por enfarte. Segundo a cardiologista Maria Helena Sardilli, do Instituto do Coração de Rio Preto, os riscos de problemas cardiovasculares aumentam após a menopausa, quando em geral aparece a hipertensão arterial. Embora o enfarte possa acontecer em qualquer idade, é com a diminuição do estrógeno associada a fatores ambientais como obesidade, sedentarismo, genética e tabagismo que eles se agravam. Portanto, se a pessoa tende a apresentar colesterol mais elevado ou pressão alta, quando somados esses fatores podem levar ao enfarte e derrame, principalmente quando a situação envolve diabetes. A médica, no entanto, afirma que esses problemas podem ser facilmente contornados se a mulher se conscientizar e colocar em prática o tripé da boa saúde do coração. “Para combater o colesterol alto nada melhor do que uma alimentação balanceada, associada à prática de atividade física regular e ao abandono imediato do vício do cigarro”, afirma.

Diabetes

De acordo com o endocrinologista Antonio Carlos Pires, hoje o diabetes é considerado um problema de saúde pública. Não por acaso, uma vez que 10% da população brasileira sofrem do mal. Porém, a fatalidade maior fica por conta do hipertireoidismo, que por ser uma doença mais agressiva, pode levar à morte quando não tratada. O diabetes acarreta complicações macro-vasculares, como o infarto e o derrame, por exemplo, se não for controlado. A doença é dividida em tipos. O diabetes tipo 1 ocorre em função da necrose da célula beta, que produz a insulina, portanto é uma doença auto-imune que leva à necessidade de controle alimentar e aplicações diárias de injeções de insulina. Do contrário, pode evoluir para nefropatias, levando à insuficiência renal e outros problemas periféricos. Em alguns casos, leva até mesmo ao câncer de mama, na chamada mastopatia diabética, uma doença pouco conhecida, cuja mama pode ficar fibrosada. O diabetes tipo 2, que acontece em função da falência progressiva da célula beta, inicialmente pode ser controlado com medicamentos orais e dieta. No entanto, dez anos depois pode evoluir para o tipo 1. Não tratado corretamente, provoca doenças vasculares importantes que culminam com enfarte ou derrame.

Câncer cervical ou de colo do útero

No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele não-melanoma e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país. De acordo com dados absolutos sobre a incidência e mortalidade por câncer do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.879 mulheres no Brasil em 1999. Em 2002, o órgão estimou a mortalidade de 4.005 mulheres vítimas da doença. De acordo com a ginecologista Lúcia Buchalla Bagarelli, professora do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), que pesquisa esse tipo de câncer, o causador dele, em geral, é o papiloma, vírus humano (HPV) que não identificado em fases iniciais pode levar à morte. A médica esclarece que nem todos os tipos - são mais de 100 - evoluem para o câncer. Na verdade, apenas dois deles estão comprovadamente associados ao surgimento do câncer: são os tipos 16 e 18. Uma vacina, inclusive, vem sendo pesquisada no HB para prevenir o surgimento destes tipos.

Contaminação

A contaminação pelo HPV se dá através da relação sexual. Porém, em 70% dos casos ocorre uma remissão espontânea. A médica lembra que para que haja uma evolução para o câncer de colo, muitas vezes, há a associação de outros fatores, entre eles o tabagismo, deficiência de betacaroteno (substância encontrada na cenoura) e outras infecções, como o herpes e baixa defesa do sistema imunológico. O grande problema é que o câncer não apresenta sinais, exceto quando já está num estágio avançado. Daí a importância de realizar o papanicolau anualmente, única forma de detecção precoce. O oncologista Nilton Bordim, do Hospital de Base, afirma que o grau de mortalidade pelo câncer está ligado diretamente à demora na visita ao médico. Em geral, quando a mulher chega ao consultório o câncer já não pode mais ser controlado, nem pela retirada cirúrgica - possível quando o estágio ainda é inicial - nem por intermédio da radioterapia e quimioterapia, dois outros métodos de controle em estágios mais graves. Bordim ressalta que embora o uso de preservativos seja apregoado nas campanhas, são gritantes os casos de pacientes jovens que se contaminaram devido à promiscuidade associada ao tabagismo.

HIV

A Aids surgiu inicialmente em grupos específicos, que foram relacionados à promiscuidade excessiva e considerados de alto risco. No entanto, o vírus não se ateve apenas a estes guetos e alcançou as respeitáveis senhoras, graças aos seus maridos pouco conservadores. Daí o fato de haver hoje, em média, uma mulher contaminada para cada dois homens. A distância está diminuindo assustadoramente, de acordo com o professor Luiz Rodrigues Simões Júnior, do Departamento de Ginecologia do Hospital de Base de Rio Preto, que constata o avanço também entre os adolescentes, que acreditam que basta um namoro de um ano com a mesma pessoa para baixar a guarda e deixar de lado o uso do preservativo. O médico conta que infelizmente as campanhas não têm sido suficientes para causar impactos importantes, uma vez que os jovens só tomam consciência quando colegas próximos aparecem com a doença. Todavia, a eficácia das drogas existentes hoje, para controle da doença, possibilita que os portadores do vírus só manifestem a doença cinco, seis anos após o contágio, o que dá a falsa sensação de segurança de que os jovens não são atingidos pelo HIV.

Câncer de mama

A oncologista Ana Maria Cardoso, da Unidade de Regional de Radiologia e Megavoltagem (Urrmev), de Rio Preto explica que o câncer de mama só fica atrás mesmo do de pele, mas graças às campanhas veiculadas pela mídia o diagnóstico da doença tem sido feito precocemente, evitando as cirurgias mutiladoras. “Hoje, fazemos mais as conservadoras, que retiram apenas o quadrante onde está localizado o tumor e uma margem de segurança”, explica a médica. Além disso, ela observa que o surgimento do método linfonodo sentinela, que usa a medicina nuclear para rastrear a axila e esvaziá-la se os gânglios estiverem afetados pelo câncer, deu um auxílio importante no controle do câncer, além de evitar os inchaços pós-cirúrgicos, já que permite a dissecção apropriada quando o rastreamento indica que a medula está comprometida. Além da cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia também são usadas para conter o avanço da doença.

Risco

Dentre os fatores que levam ao surgimento do câncer de mama estão as dietas gordurosas, o fumo e, por enquanto, o fator genético é preponderante. Tem sido bastante observado o aparecimento em mulheres que nunca tiveram filhos, por ficarem mais tempo expostas ao estrógeno; também naquelas que nunca amamentaram. A médica afirma que os métodos de prevenção estão muito avançados e hoje só deixa o câncer avançar quem não se previne. Além da mamografia há também o auto-exame que a mulher pode fazer mensalmente, o ultra-som também ajuda a identificar nódulos em fase iniciais. Há ainda o exame genético, que ajuda a identificar mutações nos genes BRCA 1 e o BRCA 2 e possibilita a retirada total da mama quando houver necessidade, uma vez que haja casos da doença na família, permitindo a implantação de prótese mamária, precocemente.

http://noticiasnaspec.blogspot.com.br/2009/04/doencas-que-mais-matam-mulheres-no.html

Câncer é a segunda doença que mais mata em todo mundo

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, (OMS) o câncer é a segunda doença que mais mata em todo o mundo, ficando atrás somente dos transtornos cardiovasculares. Estima-se que em 2030 o número de pessoas com a enfermidade deve chegar a 75 milhões, e a taxa anual de mortalidade atinja a casa dos 13 milhões. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelou que no ano passado ocorreram 489.270 casos da doença no país, dos quais 236. 240 foram para o sexo masculino e 253.030 para o sexo feminino. Em 2013 mais de 1 milhão de novos casos devem ser registrados.
As estimativas do Inca para esse ano mostram que os tumores mais presentes nas mulheres serão câncer de mama (52 mil novos casos), colo do útero (17 mil), colón e reto (16 mil), pulmão (10 mil) e estômago (7 mil). Nos homens, os tipos de cânceres mais incidentes serão próstata (60 mil novos casos) pulmão (17 mil), cólon e reto (14mil), estômago (12 mil) e cavidade oral (4 mil). A incidência de câncer é maior nas regiões Sul e Sudeste. Isso se explica pelas melhores condições socioeconômicas da população, que levam à maior expectativa de vida, vale lembra que a doença esta associada à longevidade. As regiões norte e nordeste apresentam as menores taxas, e a incidência na região Centro Oeste apresenta um padrão intermediário.
Graças aos avanços da medicina muitas pessoas vêm ganhando a luta contra o câncer. De acordo com o Inca, hoje mais de 50% dos tipos da doença já podem ser curados, desde que tratados em estágios inicias. A prevenção da doença é possível através de algumas precauções como não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, manter o peso ideal, uma alimentação saudável além de praticar atividades físicas e evitar exposição ao sol em excesso. E para homens e mulheres com mais de 40 anos é recomendável realizar exames periodicamente.
 
http://digitaispuccampinas.wordpress.com/2012/04/09/cancer-e-a-segunda-doenca-que-mais-mata-em-todo-mundo/ 

Conheça as doenças que mais matam
mulheres no Brasil e saiba como se prevenir

Tabagismo, sedentarismo e obesidade são os vilões da saúde das mulheres
A cada quatro mulheres que morrem por alguma doença no pais, uma delas é vítima de um problema cardiovascular. Dados do Datasus (banco de dados do Ministério da Saúde) mostram que essas doenças mataram 119.295 mulheres em 2008, o que representa 26,3% das mortes no período. Como comparação, o câncer de mama fez 11.813 vítimas no mesmo ano.
De acordo com o cardiologista Cesar Jardim, do HCor (Hospital do Coração), apesar de as doenças cardiovasculares causarem mais mortes, as mulheres acabam se preocupando mais com os cânceres ginecológicos (útero, ovário e mama).
- Isso faz com que elas deixem de valorizar a questão cardiológica, que deveria assustar mais, até por conta dos números.
Segundo o ginecologista Luiz Gebrim, diretor do hospital Pérola Byington, especializado na saúde da mulher, isso ocorre porque as mulheres visitam mais os especialistas em ginecologia.
- O acesso ao clínico geral e ao cardiologista é menor.
As doenças cardiovasculares, explica Jardim, eram predominantemente masculinas, cenário que mudou porque, atualmente, elas trabalham tanto ou até mais do que eles, já que muitas têm de cuidar dos filhos e da casa.
Doenças que mais matam mulheres no Brasil (2008)
Tipos de doenças
Nº de mortes
% do total
Doenças vasculares do cérebro (como derrame)
48,563
10,7%
Doenças isquêmicas do coração (como angina e infarto)
39,744
8,8%
Outras doenças cardíacas (como parada cardíaca e morte súbita)
30,988
6,8%
Diabetes
28,04
6,2%
Pneumonia
22,508
5%
Doenças hipertensivas
22,254
4,9%
Fonte: Ministério da Saúde
Jardim explica que o estresse é um fator importante para as doenças cardiovasculares, assim como o tabagismo, o hábito de beber frequentemente e a falta de exercícios.
Outras doenças também aumentam as chances de um problema cardiovascular, como a hipertensão e o diabetes.
A principal batalha contra esses problemas, diz o médico, são os cuidados com os fatores de risco. Por isso, é importante levar uma vida saudável e fazer os exames regularmente, como medir a pressão, calcular a taxa de glicose no sangue e o nível de colesterol.
De acordo com Gebrim, os três fatores mais importantes que podem causar uma morte prematura são o estresse, a obesidade e o sedentarismo.
- E não apenas eventos cardiovasculares, mas também o câncer de mama.
Para Gebrim, o mais importante é que as mulheres com menos de 35 anos se preocupem mais em ter uma vida saudável do que propriamente em fazer exames. E as de mais idade, além da vida saudável, precisam fazer os exames preventivos recomendados, como o papanicolau, para o cólon de útero, e os exames preventivos de mama.
 http://noticias.r7.com/saude/noticias/conheca-as-doencas-que-mais-matam-mulheres-no-brasil-e-saiba-como-se-prevenir-20110308.html

quarta-feira, 30 de maio de 2012


Projeto – A SAÚDE DA MULHER E AS DOENÇAS
Nos últimos anos, as mulheres são a maioria da população brasileira com 50,77% e as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Frequentam os serviços de saúde para o seu próprio atendimento, mas, sobretudo, acompanhando crianças e outros familiares, pessoas idosas, com deficiência, vizinhos, amigos. São também cuidadoras, não só das crianças ou outros membros da família, mas também de pessoas da vizinhança e da comunidade.
A situação de saúde envolve diversos aspectos da vida, como a relação com o meio ambiente, o lazer, a alimentação e as condições de trabalho, moradia e renda. No caso das mulheres, os problemas são agravados pela discriminação nas relações de trabalho e a sobrecarga com as responsabilidades com o trabalho doméstico. Outras variáveis como raça, etnia e situação de pobreza realçam ainda mais as desigualdades.
As mulheres vivem mais do que os homens, porém adoecem mais freqüentemente. A vulnerabilidade feminina frente a certas doenças e causas de morte está mais relacionada com a situação de discriminação na sociedade do que com fatores biológicos.
Os indicadores epidemiológicos do Brasil mostram uma realidade na qual convivem doenças dos países desenvolvidos (cardiovasculares e crônico-degenerativas) com aquelas típicas do mundo subdesenvolvido (mortalidade materna e desnutrição). Os padrões de morbimortalidade encontrados nas mulheres revelam também essa mistura de doenças, que seguem as diferenças de desenvolvimento regional e de classe social.
Dentro da perspectiva de buscar compreender essa imbricação de fatores que condicionam o padrão de saúde da mulher, este projeto analisa, sob o enfoque de gênero, os dados epidemiológicos extraídos dos sistemas de informação do Ministério da Saúde e de pesquisas de documentos e dados com esse tema.
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. Estimativas recentes apontam para a ocorrência de mais de 10 milhões de novas infecções de transmissão sexual que podem evoluir para doenças sintomáticas, como uretrites, cervicites, úlceras e verrugas genitais, ou permanecerem assintomáticas. Isso, associado ao alto índice de automedicação, torna o problema ainda maior, já que muitos dos casos não recebem orientação e tratamento adequados, tornando-se subclínicos, permanecendo transmissores e mantendo-se como elos fundamentais na cadeia de transmissão das infecções. Se, por um lado, não é possível conhecer a real magnitude das DST no Brasil, a sua transcendência é por demais conhecida: são consideradas, atualmente, o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV; algumas, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves e até mesmo para o óbito; durante a gestação, algumas podem ser transmitidas ao feto, causando-lhe importantes lesões ou mesmo provocando o abortamento; podem causar grande impacto psicológico em seus portadores, levando-os muitas vezes a tomar iniciativas equivocadas, como procurar assistência com pessoas sem a devida formação para tal (balconistas de farmácia, curandeiros, etc.), e mesmo adotando a prática inadequada da automedicação, o que é facilitado pela falta de controle na venda de medicamentos que existe em nosso País; causam também grande impacto social, que se traduz em custos indiretos para a economia do País e que, somados aos enormes custos diretos decorrentes das internações e procedimentos necessários para o tratamento de suas complicações, elevam os custos totais. Provavelmente, devido ao fato de ser o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV, nos últimos anos, o estudo e o trabalho com as outras DST passou a ter redobrada importância pelo devido número de mulheres infectadas.
OBJETIVO GERAL: 
Oficinas de “ A Sexualidade responsável e promoção a saúde, contra estigmas das DST/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais”.
1- JUSTIFICATIVA:
As desigualdades sociais, econômicas e culturais se revelam no processo de adoecer e morrer das populações e de cada pessoa em particular, de maneira diferenciada. De acordo com os indicadores de saúde, as populações expostas a precárias condições de vida estão mais vulneráveis e vivem menos. A situação da População Mundial de 2002 demonstra que o número de mulheres que vivem em situação de pobreza é superior ao de homens, que as mulheres que trabalham durante mais horas do que os homens e que, pelo menos, metade do seu tempo é gasto em atividades não remuneradas, o que diminui o seu acesso aos bens sociais, inclusive aos serviços de saúde.
Levando em consideração que as históricas desigualdades de poder entre homens e mulheres implicam num forte impacto nas condições de saúde destas últimas, as questões de gênero devem ser consideradas como um dos determinantes da saúde na formulação das políticas públicas. O gênero, como elemento constitutivo das relações sociais entre homens e mulheres, é uma construção social e histórica. É construído e alimentado com base em símbolos, normas e instituições que definem modelos de masculinidade e feminilidade e padrões de comportamento aceitáveis ou não para homens e mulheres. O gênero delimita campos de atuação para cada sexo, dá suporte à elaboração de leis e suas formas de aplicação. Também está incluída no gênero a subjetividade de cada sujeito, sendo única sua forma de reagir ao que lhe é oferecido em sociedade. O gênero é uma construção social sobreposta a um corpo sexuado. É uma forma primeira de significação de poder.
Gênero se refere ao conjunto de relações, atributos, papéis, crenças e atitudes que definem o que significa ser homem ou ser mulher. Na maioria das sociedades, as relações de gênero são desiguais. Os desequilíbrios de gênero se refletem nas leis, políticas e práticas sociais, assim como nas identidades, atitudes e comportamentos das pessoas.
As desigualdades de gênero tendem a aprofundar outras desigualdades sociais e a discriminação de classe, raça, casta, idade, orientação sexual, etnia, deficiência, língua ou religião, dentre outras.
Da mesma maneira que diferentes populações estão expostas a variados tipos e graus de risco, mulheres e homens, em função da organização social das relações de gênero, também estão expostos a padrões distintos de sofrimento, adoecimento e morte. Partindo-se desse pressuposto, é imprescindível a incorporação da perspectiva de gênero na análise do perfil epidemiológico e no planejamento de ações de saúde, que tenham como objetivo promover a melhoria das condições de vida, a igualdade e os direitos de cidadania da mulher.

2 - DESENVOLVIMENTO DO PROJETO:
2.1 Encontros de sensibilização:
Com o tema “Em tempos de HIV: dilemas e desafios na promoção a saúde” serão abordados os seguintes assuntos:
• Principais doenças que são transmitidas pela relação sexual e sua transmissão;
• Porque e quando se submeter ao teste anti-HIV;
• Porque o parceiro único não é sexo seguro;
• O preconceito e a discriminação ao soropositivo do HIV;
• O correto uso dos preservativos feminino e masculino;
• Vivendo com AIDS;
• AIDS na adolescência;
• TB/HIV/AIDS e Hepatites Virais;
• Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva;
• Articulação Saúde-Educação;
• Aids e Direitos;
• Gravidez na adolescência;
• Relações de gênero;

3 - OBJETIVOS:
• Sensibilização de educadores para o tema: DST/AIDS e Hepatites Virais e Tuberculose e o incentivo para o debate e construção de ações pedagógicas nas escolas.
• Criação de um canal de comunicação entre as escolas participantes e o Grupo pela VIDDA/RJ, para atualização permanente.
Com as informações adquiridas, os educadores estarão capacitados a falar de sexualidade de forma transversal nas disciplinas comuns ao ensino fundamental e médio, ou seja, não haverá um momento específico para falar de educação sexual, mas o tema poderá permear matérias como Ciências ou Educação Física. A medida atende às premissas dos parâmetros curriculares nacionais estabelecidos pelo MEC em 1996, que recomenda, entre outras coisas que o tema orientação sexual seja mesclado às outras disciplinas.

4 - PÚBLICO ALVO
Crianças e Adolescentes regularmente matriculados nos 8º e 9º anos das escolas públicas do município de Aimorés.

5 - MARCA DO PROJETO:
“EDUCAR PARA UMA VIDA MELHOR”.

Financiadora: Prefeitura Municipal de Aimorés, MG

Observamos que, embora já se admita a discussão sobre a AIDS, com uma abordagem mais esclarecedora, o preconceito ainda persiste. A falta de informação aliada ao preconceito contribui, a cada dia, para maior incidência da contaminação pelo vírus HIV e outras doenças venéreas, influenciando negativamente na saúde da população.
As estatísticas que foram analisadas por nós, apresentadas pelos dados do Ministério da Saúde demonstram que a epidemia do HIV/AIDS continua crescendo e atingindo os adolescentes em sua primeira relação sexual, não importando a raça, credo ou orientação adquirida, tendo atingido no mundo 33 milhões de pessoas. No Brasil, o quadro é critico. Diariamente, são registrados 68 novos casos, 107 internações e 30 mortes.
6 - METODOLOGIA
-Treinamentos e sensibilização para formação de agentes na perspectiva da promoção da saúde.
- Oficinas e debates para erradicação do estigma e preconceito acerca do HIV e Aids.
- Oficinas de construção compartilhadas para ações afirmativas acerca do viver com HIV e Aids, soropositividade e prevenção positiva.
- Oficinas afirmativas para debate acerca da prevenção e do Sexo mais seguro.
- Treinamentos e atividades temáticas com enfoque na prevenção das DST , HIV/Aids, tuberculose e hepatites virais.
- Sensibilização e treinamento de agentes sociais e lideranças para a profilaxia do HIV/Aids no contexto de tuberculose.
- Debate acerca de direitos e deveres dos pacientes com co-infecção TB/HIV/Aids.
- Atividades lúdicas e interativas – teatro preventivo, performances e jogos educativos.

7 - PRAZO
Para a execução deste projeto, serão necessários 02 (dois) meses para capacitação de educadores da rede municipal de ensino. Esta atividade deverá ser realizada na sede das escolas, em horário destinado especificamente para isso.
O projeto será desenvolvido em um ano letivo nos 8º e 9º anos do ensino fundamental das escolas públicas do município de Aimorés.
8 - SUSTENTABILIDADE
            O tema tratado no projeto deverá ser trabalhado continuamente pelos professores da área de Ciências quando tratar de Aparelho Reprodutor, Sexo e Sexualidade. Neste momento deverão ser tratados os temas propostos no projeto em questão. 

Plano Básico do grupo 1:"Promovendo a qualidade da saúde das mulheres".

sábado, 26 de maio de 2012



A ESCOLA COMO INSTRUMENTO DE COMBATE AO RACISMO.








Para residir de acordo com a democracia em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira é formada não só por diferentes etnias, como também por imigrantes de diferentes países. Além disso, as migrações colocam em contato grupos diferenciados. Sabe-se que as regiões brasileiras têm características culturais bastante diversas e que a convivência entre grupos diferenciados nos planos sociais e culturais muitas vezes é marcada pelo preconceito e pela discriminação. Perceber o assunto do racismo na nossa coletividade hoje em dia é saber que isso está subentendido dentro de cada pessoa e cabe perceber que essa situação persiste porque existe a dominação e a descriminação social, a divisão de classes, a educação familiar e social que ainda está baseada nestes pilares impostos pela sociedade.
 Enquanto nós professores e gestores não percebermos o processo de aprendizagem e entendermos que temos um problema que envolve a questão racial muito presente e abundantemente enraizado nas famílias difícil de ser diagnosticado. Alguns conceitos ainda estão presentes na educação das crianças que chegam à escola acreditando que são melhores que outras. Tudo isso nos leva a entender que muitos pais ainda não têm conhecimento e alimentam nos seus filhos os sentimentos racistas por preconceitos e por total falta de sensibilidade e respeito com o seu próximo, porque não tiveram a oportunidade entender que todos são iguais nos diretos e deveres que devemos conviver com as diferenças. O amplo empreendimento da escola é conhecer a diversidade como parte essencial da identidade nacional e reconhecer a riqueza representada por essa diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural do povo brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de discriminação e valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a nossa  sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de aprendizagem de que as regras do espaço público permitem a coexistência, em igualdade, dos diferentesO trabalho com Pluralidade Cultural se dá a cada instante, exige que a escola alimente uma “Cultura da Paz”, baseada na tolerância, no respeito aos direitos humanos e na noção de cidadania compartilhada por todos os brasileiros. 
O aprendizado não ocorrerá por discursos, e sim num cotidiano em que uns não sejam “mais diferentes” do que os outros. Em relação ao percurso da história e as noções de raça, é preciso entender que há questões contraditórias no racismo existente na nossa sociedade, e a formação familiar de nossas crianças ainda hoje está concebida com formas de dominação impostas pelo meio social. Para discutir de forma ampla o tema racismo que muito vezes e construído no seio familiar deve convidar os pais dos alunos para circulo de palestras sobre o racismo tentado mostrar que um grande mal das sociedades modernas.
Depois de tudo isso todos poderão assistir um filme relacionado ao assunto racismo em nossa sociedade. Os filmes serão escolhidos e votados por todos. Tudo isso levará muitas famílias a entender a troca que deve existir na sociedade, a importância que cada um tem e que as pessoas não conseguem viver sozinhas ou isoladas, que todos devem participar da mudança da sociedade como um todo, e que isso tem que começar na família.