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terça-feira, 8 de maio de 2012

violencia_contra_a_mulherPROGRAMA CASA ABRIGO.


Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural (pai, mãe, filhos, irmãos etc.). Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o parceiro.Frequentemente as maiores vítimas de violência doméstica são mulheres e crianças, segundo o psicólogo Fernando Acosta (reportagem de capa, IstoÉ, ed.1812, seção Brasil, 30/06/04) "A violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa."

 


A violência - concebida como um fenômeno socialmente construído - é representada de forma diferente entre as sociedades e entre os grupos de uma mesma sociedade. No contexto das mudanças culturais provocadas pela sociedade pós-industrial, a família reconfigurou seus papéis com uma distribuição desigual de autoridade e poder e uma maior fragilidade de diálogo.
A quantidade de instituições e programas dirigidos a este target além de ser pequeno, muitas vezes não tem o treinamento nem a estrutura necessária para tratar dessas vítimas.

 


A Fundação Comunidade da Graça no ano de 2009 implantou um Programa destinado a mulheres e seus filhos vítimas de violência doméstica, o programa Casa Abrigo.


O Programa Casa Abrigo atende mulheres, cujo objetivo é afastá-la da situação de risco, trabalhando para garantir a vida da mulher e de seus filhos, propiciando condições para reconstruir sua vida com segurança, autonomia, dignidade e assim, romper com o ciclo da violência.


A Casa Abrigo atende 20 pessoas (mães acompanhadas ou não de filhos menores) que permanecem em situção de abrigamento por um período máximo de 180 dias. Lá, recebem assistência e acompanhamento de psicólogo, assistente social e educadores.

 

O local onde o  Programa Casa Abrigo realiza as suas funções foi especialmente condicionado para atender desde casos simples, até casos mais delicados,para que todas possam sentir-se o mais próximo possível do que seria um ambiente familiar ideal, onde reuniões, terapias de grupo e oficinas de artesanato são algumas das formas usadas pela equipe de profissionais que trabalham para a reinclusão das famílias na sociedade, e devido a esse cuidado e qualidade de atendimento, O Programa Casa Abrigo tornou-se referência nacional.

 

FCG. org

terça-feira, 27 de março de 2012

Cidadania

Todo cidadão deverá conscientizar-se que só uma democracia plena efetiva a luta constante pela cidadania. Entendemos que o Estado Democrático de Direito, quando existente, precisa constantemente de vigilância e de aperfeiçoamento, pois é a forma de todos participarem do governo, bem como a extensão de igual oportunidade a todos, o que lhe confere a condição de fundamento da isonomia política.
A palavra cidadania traz à lembrança as famosas declarações dos Direitos do Homem e do Cidadão, surgidas no processo da Revolução Francesa do século XVIII.

Os direitos do cidadão, tanto os chamados direitos humanos – à vida, à saúde, à educação, à moradia – quanto os direitos civis – liberdade, igualdade jurídica, justiça são, pois, proposições da democracia. Aliás, os direitos do homem e do cidadão foram reafirmados pela ONU, após a Segunda Guerra Mundial, em documento denominado Declaração Universal dos Direitos humanos.
As tensões sociais que estamos atravessando estão a reclamar um reforço normativo, fundamental para a consolidação da estabilidade social e política. Avançamos para as reformas, mas os processos decisórios hão de preservar o cumprimento da lei e o exercício da cidadania, com os direitos correlatos. Desses processos participa indispensavelmente o advogado com a sua inteligência e a sua consciência ética orientada àquele fim.

Cidadania é ato de participação, de consciência coletiva. A formação da opinião pública é resultado da apreciação, certa ou errada, completa ou incompleta, perfeita ou imperfeita, definitiva ou temporária, que a consciência coletiva faz de determinado fato ou idéia do passado, do presente ou do futuro.
A cidadania conscientiza o indivíduo da convivência participativa em sociedade, dentro de um espaço comum organizado, visando ao bem de todos e aos interesses coletivos. A chave da equação para a convivência pacífica entre os diferentes elementos que compõem uma sociedade é garantir que cada um saiba muito bem quais são os seus direitos e deveres. Direito é poder praticar ou deixar de praticar algum ato. Dever é estar obrigado a praticar ou deixar de praticar algum ato. A cidadania representa o conhecimento de direitos e deveres, contidos no art. 5º da Constituição da República.
A cidadania é o conjunto de atributos dos cidadãos que compõem uma sociedade organizada sob a forma de direitos e deveres reconhecidos e é uma das conquistas mais importantes na História. 

O lugar do negro na sociedade brasileira do século XIX

O Instituto Moreira Salles (IMS), no Rio de Janeiro, acaba de publicar em seu site um material visual praticamente inédito e que certamente despertará o interesse dos pesquisadores da história da escravidão no país. Trata-se de um conjunto de imagens que retratam o negro na sociedade brasileira do século XIX. São imagens que revelam a cosmologia da sociedade brasileira da época: escravidão, assimilação cultural, religiosidade, trabalho, trocas culturais e muitos outros aspectos históricos imanentes deste tipo de registro.

O acervo é tão surpreendentemente rico, que o blog do IMS convidou a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz para analisar as fotografias, pertencentes ao próprio acervo do Instituto. Em ótimo estado de conservação, as imagens são reveladoras de diversos aspectos sociais do século XIX brasileiro. No entanto, não é apenas a realidade enquadrada que chama a atenção. O olhar do fotógrafo também reflete uma intenção. Segundo o site do IMS, as fotos revelam as "contradições de um período em que o Brasil teve fotógrafos de objetivos distintos, que vão da criação de uma imagem apaziguadora da escravidão ao levantamento amplo das diferentes funções dos escravos até a Abolição".

No site, é possível conferir dezenas de fotografias. Elas encontram-se divididas em quatro blocos temáticos e tendo ao fundo o áudio analítico de Lilia Schwarcz . O primeiro bloco, chamado de "Deuses e mucamas", a historiadora observa as semelhanças e disparidades nas imagens capturadas ao ar livre ou em ateliê. O que está em jogo é a montagem da cena: o enquadramento, os gestos, o vestuário, o penteado, as poses. Tudo faz parte de uma direção nem um pouco aleatória. Tais registros obedeciam a um ou mais objetivos. Muitos são conhecidos, outros nunca o serão. Já no segundo bloco, "O eito e a casa grande", estão presentes fotos de Augusto Stahl, G. Gaensly e R. Lindemann, Georges Leuzinger, Henschel & Benque. Lilia Schwarcz analisa como é notável como os retratos da mulher e do homem escravos são distintos. Os homens aparecem mais vinculados ao trabalho, enquanto as mulheres encontram representação mais variada por causa da domesticidade. As vestes são determinantes da relação com o senhor branco. Nos retratos de tipos exóticos, vê-se que são apartados da casa grande; nos de negros domesticados, que são incluídos.

No bloco 3, chamado de "Tipologia e encenação", um dos mais interessantes, há uma série de fotos do famoso fotógrafo Marc Ferrez. Conforme explica Schwarcz, esses negros são retratados não apenas como trabalhadores da lavoura, mas como parte de um universo mais particularista. É possível observar nestas fotos uma grande falta de naturalidade. Por fim, é notável a apresentação do bloco 4, "o negro pitoresco". No último bloco, Lilia Schwarcz reflete sobre o conjunto de imagens depois de apontar, em três imagens de Victor Frond dos anos de 1858 e 1859, uma composição que nitidamente serve para levar ao estrangeiro a imagem de uma escravidão amena – como se, embora ainda perdurasse no Brasil, a escravidão não fosse de todo negativa.

Clique aqui para conferir as quatro apresentações e veja porque este belo trabalho de divulgação do Instituto Moreira Salles merece atenção daqueles que pesquisam as múltiplas formas de escrita da história.


Leia mais: http://historiofobia.blogspot.com/2011/05/o-lugar-do-negro-na-sociedade.html#ixzz1qLSGAyE6

Que papel o negro representa na sociedade brasileira?


 
Infelizmente, hoje o negro ainda sofre preconceitos, talvez o pior deles, pois se trata de um preconceito velado e que para todos os efeitos não existe. Raríssimas pessoas se intitulam racistas mesmo que seus atos a denunciem elas sempre acham uma maneira de se esquivar.
Um dado interessante sobre esta descriminação está na escola. Se fizer uma pesquisa sobre os ocupantes das vagas nos colégios públicos nas séries iniciais terá como resultado que a maioria é negra, ainda que não se declarem assim. Faça o acompanhamento e veja destas pessoas quantas chegam ao ensino médio e depois no superior, verá que nestes dois últimos casos a maioria passa a ser branca. Isto significa que os negros não têm as mesmas oportunidades que os brancos durante seu desenvolvimento.
O papel do negro nesta sociedade é o de um sofredor da discriminação e mesmo tendo menos oportunidades diante de outros, segue seu caminho de luta, por mais dolorosa que seja a batalha. Alguns são marginalizados por simples fato de sua pele ter uma concentração de melanina mais acentuada que outros povos.