domingo, 11 de dezembro de 2011

PRINCIPAIS CONCEITOS - MODULO 3

Abaixo destacamos alguns conceitos tratados no módulo 3:

Identidade - Caracterizam-nos como indivíduos tipicamente únicos. Nossa particularidade está nas diversas identidades que obtemos (raça, etnia, orientação sexual, entre outras). Sendo assim a combinação de diversas categorias/características nos faz um (a) ser/pessoa único (a), a qual a unidade se resume em o nome individual de cada um.

Mestiços - Designação de pessoas que são descendentes de duas ou mais etnias ou raças.

Gilberto Freyre - Autor que elaborou a interpretação de que o Brasil fazia uso da cultura para o entendimento do processo de formação da sociedade brasileira.

Democracia Racial - Convivência pacífica e ausente de conflitos com fundamentos de preconceito racial.

Sistema de Leis Jim Crow - Leis criadas nos países sulistas e alguns limítrofes com os Estados Unidos, que prejudicaram afros americanos, asiáticos e outros grupos éticos raciais. Destacando-se entre essas leis as que exigiam lugares separados para pessoas brancas e negras, nas escolas, locais públicos, trens e ônibus.

Estratificação Social - Se refere a um complicado campo de instituições sociais que provoca desigualdade.


Desigualdade - A desigualdade é resultado de diversos fatores ocorridos na sociedade, como a relação de trabalho, ocupações e papéis sociais, os quais possuem valores desiguais de indivíduo para indivíduo.

Indicador Social - É uma avaliação que possui um sentido social, a qual permite funcionamento de um conceito contemplativo, de instância teórica, de aproveitamento em investigações acadêmicas, e de utilização na formulação ou implementação de políticas públicas.

Internalização de recursos - Refere-se à situação e possibilidades em que as crianças e jovens das famílias iniciam sua trajetória social.

Autonomização de status - Momento da vida do jovem, em que ele começa a adquirir um status social próprio.



Políticas de Inclusão - Políticas com intenção de diminuição das desigualdades sociais, Ex. Cotas para negros nas universidades.



Racismo cordial - cuja manifestação se dá em espaços privados, mas que tem impacto no público e na (re)produção de desigualdades entre negros/as e brancos/as.



Antropologia - é uma ciência humana que estuda o ser humano e suas relações (sociais, econômicas, sentimentais, comportamentais, culturais, etc).Portanto, os antropólogos estudam a diversidade cultural dos povos.

Darwinismo Social afirma a existência de "características biológicas e sociais que determinariam que uma pessoa é superior à outra", o que torna claro a relação entre darwinismo Social e Etnocentrismo.

Cultura - podemos entender todo tipo de manifestação social. Modos, hábitos, comportamentos, folclore, rituais, crenças, mitos.

Racismo - é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo é um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.

Descolonização - é o processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação.

Assimilação – processo social em virtude do qual indivíduos e grupos diferentes aceitam e adquirem padrões comportamentais, tradição, sentimentos e atitudes de outra parte. É um ajustamento interno e indício da integração sociocultural, ocorrendo principalmente nas populações que reúnem grupos diferentes.

Etnocentrismo – considerar as categorias, normas e valores da própria cultura ou sociedade como parâmetro aplicável a todas as demais (Definição dicionário Aurélio, 1999, p.849).

Modernidade - período histórico cujas origens remontam ao século XVI, consolidado com as revoluções industriais e liberais do século XVIII. Associado à emergência do capitalismo, tem como características principais a ideia de indivíduo, a emergência do direito liberal e da ciência como campo autônomo (e depois fragmentado em várias especialidades) como ordenadoras do mundo social por meio da supremacia da “razão”.

Nazismo –ideologia do Partido Nacional Socialista que afirmava a superioridade biológica da raça ariana e por isso a necessidade de dominar as raças inferiores, tais como os judeus, eslavos, ciganos e negros. Pregavam que era preciso exterminar os considerados doentes incuráveis, tais como os homossexuais, epiléticos, esquizofrênicos, retardados, alcoólatras e outros. Com Hitler no poder, a ideologia nazista se dedicou a construir teorias que justificavam o racismo e o antissemitismo.

Racialismo – conjunto das ciências que buscam comprovar que a raça humana está subdividida em outras raças ou sub-raças.

Xenofobia – repulsa ao que é e a quem é estrangeiro/a.

Relatos de Viajantes – O relato de viajantes constituem um importante material de informações e pesquisa sobre o cotidiano, grupos étnicos e outros. Os relatos revelam olhares de europeus sobre a realidade das Américas. Há autores que denominam esses relatos como a segunda descoberta da América. Os viajantes se propunham conhecer e aceitar “os diferentes” embora vários relatos sejam carregados de preconceitos.

Casta deicida – o povo judeu era conhecido, entre os católicos medievais, como casta deicida.

Antissemita – aquele/a que tem aversão e ódio ao povo judeu.

Monogenismo – sistema antropológico que considera todas as raças humanas provenientes de um tipo único primitivo.

Poligenistas – defendem a teoria de que a humanidade não tem uma origem comum, mas descende de espécies distintas, de diversos grupos humanos.

Degeneração – perder as características próprias da espécie.

Predestinação – destinado com antecipação, escolhido desde toda eternidade.

Miríade – quantidade indeterminada, mas considerada imensa.

Línguas semitas – Nos estudos linguísticos do século XIX, os termos semita, hamita e camita foram utilizados para referirem-se simultaneamente a grupos linguísticos e a grupos raciais. Note-se a continuidade do uso de termos bíblicos na ciência dessa época. No século XX, o tronco linguístico semita passou a ser designado como “afro-asiático”.

Gobineau – Uma das obras mais importantes do século XIX, para as doutrinas racistas, foi o Essai sur l’inégalité des races humaines, publicada por Arthur de Gobineau. Para Gobineau e seus/as seguidores/as, a história humana estava determinada pelas raças e era, além disso [...] “uma sucessão de triunfos das raças criadoras, dentre as quais a anglo-saxônica era preeminente” (Skidmore, 1976: 67).

Raça - é um conceito que obedece diversos parâmetros para categorizar diferentes populações de uma mesma espécie biológica desde suas características genéticas; é comum falar-se das raças de cães ou de outros animais

Etnia - deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos.

Aculturação – processos pelos quais as pessoas aprendem os padrões de comportamento do seu grupo social.

Método etnográfico – é o método de pesquisa que pressupõe a interação prolongada entre o/a pesquisador/a e o sujeito da pesquisa e a vivência cotidiana do/a pesquisador/a no universo do sujeito.

Determinismo racial – a teoria determinista vê o ser humano como produto de três fatores – meio ambiente, raça e momento histórico. O determinismo racial afirma que a “raça” determina, ou seja, define as escolhas, as características morais e intelectuais. Para o determinismo racial, existe uma raça superior, a branca, e raças inferiores (não brancas).

Estratificação social - refere-se a um complexo de instituições sociais que geram desigualdades questão racial e de gênero.

Desigualdade - É, fruto da combinação destes processos: os trabalhos, as ocupações e os papéis sociais na sociedade são combinados aos “pacotes de recompensa” que possuem valores desiguais (GRUSKY,1994).

Racialmente endogâmicos - casamentos entre pessoas pertencentes à mesma raça/etnia.

Mobilidade ascendente - movimento de ascensão e elevação na escala social.

Autonomização – processo que se governa e se reproduz por si mesmo e por suas próprias leis, de forma independente.

Origem familiar - Diz respeito à situação social das famílias; os recursos disponíveis a seus membros são fundamentais para a trajetória socioeconômica dos indivíduos.

A internalização de recursos - Trata-se das condições e possibilidades nas quais crianças e adolescentes das famílias iniciam sua trajetória social. Questões como taxas de mortalidade infantil, acesso à educação infantil e a escolarização básica caracterizam essa etapa do processo.

Background social – origem e ambiente social dos indivíduos.

Autonomização de status - Corresponde à fase do ciclo de vida na qual o/a jovem
começa a adquirir status social próprio, envolvendo primordialmente duas dimensões: acesso ao mercado de trabalho e escolha marital (que corresponde aos diferentes arranjos na constituição de uma nova família).

Realização de status - fase correspondente ao momento no qual o indivíduo assume um status próprio e autônomo definido a partir da sua posição na estrutura sócio-ocupacional e da distribuição da renda pessoal.

Elites Negras - Essa denominação aparece frequentemente nos ciclo de estudos de relações raciais, financiados pela UNESCO, na voz de intelectuais como Bastide e Fernandes (1955), Costa Pinto (1953) e Thales de Azevedo (1953), dentre outros.

Black Power - foi um movimento liderado por negros/as, que teve seu auge no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 em todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos. 

Embranquecimento social - segundo Andreas Hofbauer, “o ideário do branqueamento induz a negociações contextuais das fronteiras e das identidades dos envolvidos. Essa prática social contribui não apenas para encobrir o teor discriminatório embutido nessa construção ideológica, mas também para abafar uma reação coletiva. Assim a teoria do branqueamento ‘atua’ no sentido de dividir aqueles que poderiam se organizar em torno de uma reivindicação comum, e faz com que as pessoas procurem se apresentar no cotidiano como o mais branco/a possível” (HOFBAUER, A. Uma história de branqueamento ou o negro em questão. São Paulo: Editora da UNESP, 2006, p. 212-213).

Criola (1992) - é uma organização da sociedade civil conduzida por mulheres negras, a partir da defesa e promoção de direitos das mulheres negras em uma perspectiva integrada e transversal.

Ancestral – antecessor/a do movimento, a grande referência. O termo se refere aos/às antecessores/as e antepassados/as cidadania reivindicada pelo movimento negro.

Referências

Introdução ao Racismo.. in: Curso de Formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça/GPP-GeR. Texto acessado em 26/10/2011: ttp://www.gppgr.neaad.ufes.br/file.php/111/Modulo3.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Água potável e casas de banho para reduzir pobreza e mortalidade


A instalação de casas de banho e o fornecimento de água potável nos países mais desfavorecidos é o meio mais seguro de reduzir a pobreza e melhorar a saúde pública, segundo um relatório das Nações Unidas publicado domingo."Os problemas de água provocados largamente pela gritante ausência de casas de banho adequadas em vários locais, contribui enormemente para os problemas mais sérios, entre eles a estreita relação entre o mau estado de saúde e a pobreza crónica", sublinhou Zafar Adeel, director da rede internacional de água, do ambiente e da saúde da Universidade das Nações Unidas, com sede no Canadá. Perto de 900 milhões de pessoas em todo o Mundo não têm acesso a água potável e 2,5 mil milhões vivem sem casas de banho adequadas. Destas últimas, 80% residem em zonas rurais. Segundo as Nações Unidas, 10% das doenças no Mundo são atribuíveis ao consumo de água insalubre, à falta de casas de banho e de higiene, provocando mais de 3,5 milhões de mortes em 2002. Cerca de quatro mil milhões de pessoas contraem diarreias todos os anos e 1,4 milhões de crianças com menos de cinco anos acabam por morrer, apesar de 94% desses casos serem evitáveis. As diarreias crónicas podem levar à má nutrição entre os mais jovens, tornando-os mais susceptíveis a outras doenças, que causam 860.000 mortes todos os anos, segundo as Nações Unidas. A simples melhoria de acesso à água potável, a casas de banho e ao facto de se lavar as mãos com sabão pode reduzir em 25% a taxa de doenças que resultam da falta de higiene. Este relatório foi publicado no início de uma conferência internacional de dois dias organizada pela ONU em Hamilton, no Canadá, durante a qual vários peritos vão apresentar soluções para os problemas sanitários.

sábado, 3 de dezembro de 2011

PLANO DE AÇÃO


Título:
Educação não tem cor
Identificação do/a cursista:
Nome:
Órgão em que trabalha:

Cargo:
Função:
Município:
Observação (caso seja necessário):
Número da turma: GPP
Nome do/a professor/a on-line:
Data de finalização:

Olívia de Souza Matos
Secretaria do Estado de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de Aimorés
Professor de Educação Básica
Professor de Educação Básica
Aimorés

001
Adriana Pereira Leite
02/12/2011
Objetivo da ação:
·        • Valorizar a cultura negra e seus afro-descendentes e afro-brasileiros, na escola e na sociedade;
• Entender e valorizar a identidade da criança negra;
• Redescobrir a cultura negra, embranquecida pelo tempo;
• Desmitificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana;
• Trazer à tona, discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos. lorizar a cultura negra e seus afro-descendentes e afro-brasileiros, na escola e na sociedade;



Justificativa 




Comemorar o dia 20 de novembro – Dia da Consciência negra, dedicando o mês de novembro, para debater e refletir sobre as diferenças raciais e a importância de cada um no processo de construção de nosso país, estado e comunidade. Com este trabalho espero que a consciência de valorização do ser humano ultrapasse as fronteiras da violência, do preconceito e do racismo.
Descrição da ação:

O desenvolvimento do projeto estará em consonância com os blocos temáticos citados e será feito de acordo com as necessidades da turma e a realidade local, estabelecendo o problema e a proposta de conteúdo para a classe. O tema será desenvolvido na sala de aula por meio de atividades para a sua exploração, sistematização e para a conclusão dos trabalhos. Os alunos devem fazer observações diretas no entorno familiar, observações indiretas em ilustrações e/ou vídeos, experimentações e leituras. Para tanto vamos utilizar:
• Livro: “Menina bonita do laço de fita” de Maria Helena Machado, Ed. Ática, 2007;
• Livro: “Declaração Universal dos direitos humanos” – adaptação Ruth Rocha e Otávio Roth, 2003;
• Estudo de alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
• Exibição de vídeo (clipes): ”Missa dos quilombos” – música de Milton Nascimento;
• Promover reflexões positivas de reportagens jornalísticas e textos da atualidade que tratam sobre o tema;
• Audição, análise e ilustração da música de Milton Nascimento “Uakti – lágrimas do sul”;
• Ilustrações dos trabalhos de Candido Portinari – “Menina com tranças e laços” fazendo uma analogia com o livro “Menina bonita do laço de fita” e “cabeça de negro”.
• Estar em contato com músicas da cultura africana como o samba, a batucada;
• Produção em artes com sucatas;
• Se possível, assistir e participar de uma apresentação de capoeira – a confirmar;
Atividades: 
• Hora da história: leitura e análise de alguns artigos do livro “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e “Menina bonita do laço de fita”;
• Verificação do caminho geográfico feito da África para o Brasil por meio do mapa mundi;
• Estudos de música, fazendo releituras e transformando-os em ilustrações pedagógicas para uma amostra cultural;
• Confeccionar cartazes – recorte, pintura e colagem  - com fotos de revistas que tratam da diversidade étnica brasileira e a cultura do negro;        
•Realizar brincadeiras e jogos infantis:
• Construção de uma máscara africana com saco de pão;
• Construção e de um tabuleiro do jogo Kalah – feito com caixa de ovos (um jogo de tabuleiro que veio da África que simula o plantio de sementes, desenvolvendo a atenção e a concentração da criança);

Cronograma  
Para planejamento:
Para execução:

01 a 13 de novembro
14 a 20 de Novembro
População beneficiada
Alunos do Ensino Fundamental e Médio

PLANO DE AÇÃO


Título:
O negro no mercado de trabalho
Identificação do/a cursista:
Nome:
Órgão em que trabalha:
           
Cargo:

Função:

Município:
Observação (caso seja necessário):
Número da turma: GPP ___
Nome do/a professor/a on-line:
Data de finalização:

Odília Cantarelli Alves
Secretaria do Estado de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de Aimorés
Professor de Educação Básica, Supervisor de Educação Básica
Professor de Educação Básica, Supervisor de Educação Básica
Aimorés


GPPGR
Adriana Pereira Leite
11/12/2011
Objetivo da ação:

·         Promover discussão e reflexão sobre a  influencia da cor na organização da sociedade.
·         Identificar na sociedade o tratamento dado as pessoas de cor.
·         Refletir sobre o processo histórico do negro na sociedade brasileira e sua trajetória de inserção, exclusão e inclusão na participação nesta sociedade.



Justificativa 








No dia 13 de maio de 2008 completou-se 120 anos da promulgação da lei Áurea, que pôs definitivamente o fim de 300 anos de escravidão do Brasil. Com o objetivo de reconhecermos como se encontram os descendentes dos negros que foram escravizados no Brasil, pois a situação dos negros não está muito distante da escravidão. Os negros têm conseguido poucas ou nenhuma conquista de liberdade. O mercado de trabalho 120 anos depois da Lei Áurea, oferece oportunidades restritas de ascensão na hierarquia das empresas. Preconceito e acesso limitado à educação são apontados como grandes barreiras para os negros, que são 49, 5% da população.
Descrição da ação:

Leitura de reportagem sobre a condição sócio-                            econômica do negro na sociedade atual no Brasil.
Leitura de textos com informação histórica sobre a origem da população negra no Brasil.
Análise de dados gráficos sobre a situação do negro na educação, economia, saúde, segurança, etc.
Produção de textos
Produção de textos de opinião frente as informações veiculadas e discutidas na sala de aula. 
Criação de blog de discussão sobre políticas públicas de inclusão do negro nas instituições sociais. 
Uso da comunicação on line para intercambiar informações sobre o negro na sociedade. 
Identificar a inclusão do negro na publicidade. 
Uso do texto literário que tratam da questão étnica. 
Cronograma  
Para execução:

Para planejamento:









01 a 13 de novembro

14 a 20 de Novembro


População beneficiada
Alunos do Ensino Fundamental e Médio               

  Negros em movimento
Eventos Esportivos | Novembro Negro | Literatura

http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/160/artigo240565-1.asp
FOTOS DIVULGAÇÃO
Copa 2014 e Olimpíadas 2016
No seminário Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos, realizado em Salvador, foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo Federal e o Governo do Estado da Bahia com intuito de garantir a implementação de ações conjuntas que assegurem iniciativas e estratégias de inclusão dos afrodescendentes na Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. “Essa iniciativa é um marco institucional para que as demais ações das diversas secretárias que estão fazendo um trabalho específico, focado na Copa, tenham, no seu planejamento e na sua execução, medidas que possam convergir para promoção da igualdade racial, independentemente das propostas sugeridas pela Sepromi”, afirma Elias Sampaio, secretário de Promoção da Igualdade Racial.
A ex-prefeita de Atlanta (EUA), Shirley Franklin (foto) participou do Seminário e proferiu a palestra Promovendo o Empreendedorismo e a Inclusão Racial: O caso das Olimpíadas de Atlanta. “O que nós fizemos foi a instituição de um trabalho duro e com disciplina, diante dos compromissos que foram planejados para serem executados durante as Olimpíadas. O Brasil é o primeiro país para quem estamos contando a nossa história depois de 15 anos e compartilhando como foi organizada as ações.” Shirley Franklin exerceu o mandato de vice-presidente sênior para Relações Externas do Comitê Olímpico de Atlanta (1996) e foi a primeira mulher afrodescendente a ser prefeita de uma cidade nos EUA, em 2001, reeleita em 2005.

Novembro negro
As comemorações do 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 70, no contexto das lutas dos movimentos sociais contra o racismo. O dia homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no dia 20 de novembro de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Heróis da Pátria.
Desde a sua criação, a Secretaria de Promoção da Igualdade (SEPROMI), celebra e destaca a importância do mês de novembro por meio da marca NOVEMBRO NEGRO, campanha de grande mobilização do Governo do Estado da Bahia, que tem como objetivo a reflexão sobre as políticas públicas implementadas acerca da promoção da igualdade racial e a proposta de continuidade deste projeto, na perspectiva de consolidar e aprofundar o enfrentamento das desigualdades raciais na Bahia. A programação do NOVEMBRO NEGRO conta com uma série de ações que acontecem, principalmente, na capital baiana e no interior do Estado da Bahia.
Confira alguns eventos: Dia 4/11 – Abertura do Novembro Negro: Ato de assinatura dos Convênios (Edital Novembro negro 2011);
Dias 10 e 11 – Seminário Sepromi/Nafro: Combate à violência Racial e à Intolerância Religiosa;
Dia 13 – Cerimônia de Deposição das cinzas de Abdias do Nascimento na Serra da Barriga, em Alagoas; 
Dias 16 a 20 – Participação no Encontro Internacional do Ano dos Afrodescendentes; 
Dia 20 – Participação na caminhada da Liberdade e demais caminhadas; 
Dia 21 – Ato de assinatura do Termo de Compromisso (Programa de Combate ao Racismo Institucional); 
Dia 25 – Ato de entrega do Projeto Executivo do Centro Cultural da Irmandade da Boa Morte ao Governador em parceria com o IPAC; 
Dia 30 – Atividade de encerramento do Novembro Negro 2011.
Colagem de Spírito Santo

Negro imaginário visível: Algumas figuras arquetípicas do elenco deste filme
Negativo revelado


”Um historiador chamou o período silencioso no cinema no Brasil (introduzido em 1898 pelo italiano Affonso Segretto) de "a bela época do cinema brasileiro", dada a quantidade e diversidade da produção. ...mas do ponto de vista do negro brasileiro, isso conta muito pouco. O cinema mudo coincide exatamente com o período áureo das teorias racistas, quando as religiões afro-brasileiras eram perseguidas pela polícia, e os mulatos claros usavam pan-cake para parecer brancos. Houve portanto poucos registros de negros em documentários.”

Apesar da patente invisibilidade do negro nos documentários de nosso período silencioso, aludida e lamentada aqui por João Carlos Rodrigues , talvez já se tenha dito, anteriormente, que a rigor não pode ser considerada, de modo algum, incipiente- ou mesmo insuficiente - a presença da imagem do negro no cinema brasileiro de ficção.

Já nas imagens inaugurais desta nossa cinematografia ‘posada’, o negro estava lá, de alguma forma impresso. A lista de filmes é extensa, a ponto de podermos afirmar, com razoável convicção que, do ponto de vista essencialmente imagético, nunca houve, exatamente, racismo no cinema brasileiro.

Não conheço ninguém que tenha assistido, sequer a um fotograma do documentário (um docudrama talvez )A vida de João Cândido, o marinheiro, realizado segundo as poucas fontes disponíveis em 1912, com direção de Carlos Lambertini e, sabe-se lá talvez, inspirado no ‘O encouraçado Potenkim’ filme clássico de 1906, realizado pelo russo Sergei Einsenstein.

Por conta da insuficiência de fontes aliás, o filme sobre João Cândido, acabou se confundindo com o documentário ‘A revolta da Esquadra’ também identificado como sendo de 1912, sensacional furo jornalístico do cinegrafista Alberto Mâncio Botelho (único fotógrafo a conseguir entrar no encouraçado Minas Gerais, nau capitânea da Revolta) que conseguiu entrevistar João Cândido líder dos amotinados da Marinha de Guerra, contra os castigos corporais.

É lícito se supor inclusive, que a maioria – senão todas - as imagens disponíveis hoje deste grande momento da história do Brasil, tenham sido registrados pelas câmeras deste grande precursor do documentarismo brasileiro que foi Alberto Mâncio Botelho.

Pois saibam que A vida de João Cândido, o marinheiro foi o primeiro filme censurado e proibido no Brasil por motivos políticos (certamente junto com o ‘Revolta da Esquadra’ de Botelho). A engrandecê-lo mais ainda, o fato de ter sido também o primeiro filme de ficção, no qual o negro apareceu como protagonista de sua própria história (não se tem a informação se os atores eram brancos pintados. Vamos acreditar que não).


...”Os atores (no tempo do cinema mudo no Brasil) ainda eram brancos pintados, como os minstrels americanos. Esse costume persistiu até bem mais tarde. No cinema, o verismo exige negros verdadeiros, e assim surgiram os primeiros atores profissionais, vindos dos palcos : Grande Otelo, Pérola Negra, Chocolate - os pseudônimos já ostentam a etnia, informando antes mesmo da própria imagem do intérprete. Mas seus personagens não cresceram de importância."

Caras imagens esparsas de filmes invisíveis.

Lilia Schwarcz, antropóloga e historiadora

Professora do Departamento de Antropologia da USP fala sobre racismos e representação de Pelé
Bruno Camarão
O racismo pode ser entendido como um discurso ou uma doutrina que tenta legitimar a crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, e o biológico e o cultural. O racista registra de algum modo a sua  crença ideológica quer para dominar, quer para inferiorizar negros, judeus ou pessoas de outras “raças”.
Na esfera esportiva, e tomando-se o futebol como objeto mais específico de análise, casos relacionados à discriminação racial se repetem. Muitas vezes o ato hostil praticado, seja por um atleta rival, seja por torcedores situados nas arquibancadas, passa por uma minimização. A discussão pública em torno dele, muitas vezes, é deslocada das práticas sociais e culturais para a terminologia jurídica mais apropriada.
No último mês, o Museu do Futebol realizou um encontro para reflexão sobre o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. A ideia de que o futebol é um ambiente onde os grandes processos de identidades se processam e que nos causa uma mudança de percepção foi colocada pela antropólogaLilia Schwarcz.
Para ela, o jogo explicita uma manifestação específica de uma modalidade de preconceito. A referência se refletia no documentário Preto Contra Branco (2004), dirigido por Wagner Morales, cujo cenário é o duelo de várzea entre moradores de dois bairros da periferia de São Paulo.
Desde os anos 1970, um grupo de moradores do bairro de São João Clímaco e da favela de Heliópolis, a maior da América Latina, organiza um jogo de brancos contra pretos no fim de semana que antecede o Natal.
A comunidade é altamente miscigenada, composta basicamente por mulatos. E a peculiaridade da partida é a auto-atribuição da cor pelo participante. Cada jogador se declara negro ou branco e “escolhe seu time”.
“Como no Brasil não temos uma determinação de raça, biológica, as pessoas acabam negociando e manipulando esses conceitos. E por isso usamos o conceito de raça social”, explica Lilia, nesta entrevista à Universidade do Futebol.
Ela defende a tese de que não há nenhum tipo de racismo bom – nem o brasileiro, que possui algumas especificidades, por não ser oficial, mas revelado em espaços da intimidade. Como os clubes de futebol.
“O que posso dizer é que a história e a cultura constroem uma espécie de segunda pele. Vão criando costumes, hábitos, que explicam muitas coisas. Mas nada disso é essência, nada disso é imutável, mas sim “esticável”, em minha opinião, histórica e culturalmente”, avalia, em referência à ginga do brasileiro e o talento para a modalidade e para a música.
Entre outros pontos, Lilia aborda a mudança da imagem do nosso país em relação às sociedades estrangeiras, a falsa ideia de democracia racial e o movimento global de conscientização e a posição de Pelé no processo de reelaboração da identidade negra.
“O Pelé enriqueceu, “ficou mais branco”, e não se sentia negro. E não se pode cobrar uma pessoa nesse sentido. Ele não se definia como negro”, acredita.


Universidade do Futebol – A senhora costuma dizer que no Brasil a definição de cor depende do contexto e do momento da pessoa que faz ou responde a pergunta. Poderia falar um pouco sobre isso?
Lilia Schwarcz – Como no Brasil não temos uma determinação de raça, biológica, as pessoas acabam negociando e manipulando esses conceitos. E por isso usamos o conceito de raça social.
Enriquecer significa embranquecer, com raras exceções. De outro lado, há uma manipulação contextual. Dependendo de quem pergunta, a pessoa acaba alterando sua cor. Se ela é mais clara ou mais escura. E há também a situação social.
Dependendo da inserção da pessoa no local, ela manipula sua cor. No Brasil, cor é um contexto, é algo negociável.
Universidade do Futebol – O racismo brasileiro é diferente dos demais?
Lilia Schwarcz – Eu defendo a tese de que não há nenhum tipo de racismo bom – nem o nosso. Todos são perversos e deletérios, mas o brasileiro é um pouco silencioso, pois não é oficial, não está no corpo da lei, mas se revela nos espaços da intimidade: em clubes, restaurantes, na ordem do privado.
Universidade do Futebol – A noção estereotípica da identidade brasileira ainda está fixada ao dueto samba e futebol? Ou a imagem referente ao nosso povo, para os estrangeiros, passa por mudanças nos últimos anos?
Lilia Schwarcz – Vem passando por muitas mudanças, sim. Esse modelo criado nos anos 30, com samba, capoeira, futebol, e democracia racial, tem sido alterado pela imagem da violência.
Dou muitas aulas no exterior e a imagem do Brasil, em um momento, era esta: de país pacífico, exótico, bom de bola e bom de samba. Com o tempo, a marca das violências vem sobrepujando esse outro tipo.Os estrangeiros têm cada dia mais medo de ir ao Rio de Janeiro, algo a ver com essa imagem das favelas, do tráfico e de todo o resto.


               ‘Preto Contra Branco’ é pano de fundo para debate sobre discriminação racial no Brasil 


  Universidade do Futebol – Tanto Mário Filho, quanto Gilberto Freyre, apontam relações da ginga do brasileiro com a miscigenação entre negros, índios e brancos, e o desenvolvimento da capoeiragem e do samba. Você também acredita que isso seja um dom ou uma habilidade inerente ao nosso povo, e consequentemente aos músicos e futebolistas?
Lilia Schwarcz – Eu acredito que existem especificidades culturais, e não biológicas. Assim como não compactuo com a ideia de raça como uma nação biológica. Existe apenas a raça humana.
O que posso dizer é que a história e a cultura constroem uma espécie de segunda pele. Vão criando costumes, hábitos, que explicam muitas coisas. Mas nada disso é essência, nada disso é imutável, mas sim “esticável”, em minha opinião, histórica e culturalmente.


Universidade do Futebol – O Chico Buarque, em uma crônica sobre futebol escrita por ele, chega à constatação de que o modo de agir dos jogadores sul-americanos os faz parecerem os donos da bola, em oposição aos europeus, donos do campo. Qual seu pensamento sobre isso?
Lilia Schwarcz – Na verdade eu não li essa crônica e também não sou uma especialista em futebol. O que posso dizer é que esse esporte acabou se convertendo em uma das expressões do povo brasileiro. E, como manifestação cultural, ganha especificidades próprias de seu país de origem.
Universidade do Futebol – Até que ponto uma conquista desportiva com a participação de cidadãos negros contribui para o desenvolvimento da consciência social como um todo no país?
Lilia Schwarcz – Penso que pode ocorrer até o contrário. O que vem acontecendo durante muito tempo é a ideia de que havia uma democracia racial, pois os negros faziam parte da música e do futebol brasileiro.
A existência de padrões culturais mestiçados não é uma explicação para a existência de discriminação racial.
Você não via negros ocupando lugar de destaques nas empresas. No Império mais do que no começo da República.
A situação começa a mudar, mas não creio que seja um elemento para a conscientização – esta vem de um movimento mais amplo e mais global.
Universidade do Futebol – Em 2009, pelo Flamengo, o Andrade foi o primeiro treinador negro a conquistar o Campeonato Brasileiro da primeira divisão. Pouco tempo depois, acabou sendo demitido. Por que o título de um dos clubes mais populares do país, comandado por um negro, não teve reflexos históricos diretos e imediatos?
Lilia Schwarcz – Eu vejo o futebol como uma expressão da sociedade como um todo. Eventualmente até um pouco menos rigorosa, por conta de não haver uma discriminação em relação à entrada de negros nas equipes de futebol. Esses jogadores, pela sua qualidade de jogo, conseguem alcançar determinados grupos.
Florestan Fernandes dizia que carregamos o mito da democracia. E este mito, de alguma maneira, poderia acabar atuando no sentido contrário à conscientização. Inclusive fazendo com que a população negra acreditasse nesta falsa questão.
Não que não tenhamos padrões de convivência social, racial e étnico. É importante destacar que isso não elimina a discriminação nos espaços sociais, do trabalho, uma discriminação regional, de natalidade, mortandade, etc. A questão continua imperante.



Andrade, o primeiro treinador negro a se sagrar campeão na história do Campeonato Brasileiro: "transferência" do reconhecimento para a sociedade como um todo inexistiu
Universidade do Futebol – A maneira de falar na terceira pessoa e o distanciamento em relação à luta racial direta foram fatores que contribuíram para que o Pelé se destacasse no futebol em nível mundial?
Lilia Schwarcz – Eu acho que ele mais uma vez é a expressão desta sociedade. O Pelé enriqueceu, “ficou mais branco”, e não se sentia negro. E não se pode cobrar uma pessoa nesse sentido. Ele não se definia como negro.
Essa mudança de posição do Pelé, que tem “ficado mais negro”, tem a ver com a mudança na sociedade brasileira, que está dando mais espaço para essa discussão, como a ocorrida no Museu do Futebol.
Essa questão fica legítima na fala de um rapaz que participou do debate e estava na platéia. Ele disse que era muito ruim ser negro e agora revelava ser bacana. É uma mudança na sociedade.
Esses agentes produzem mudanças. Mas não em relação ao Pelé, que era basicamente um “bom negro”, quase que um “bom selvagem”: se apresentava bem, se vestia bem, sem qualquer rasgo de tentativa de falar sobre uma causa negra.
Não o estou cobrando, o que seria muito cômodo de minha parte. Penso que essa mudança sentida é reflexo de um movimento de auto-estima, de afirmação, nacional e internacional, que se revela, também, no discurso daquele jovem citado, dizendo ter orgulho de ser negro.



Pelé em reflexão: figura de "bom negro", sem entrar profundamente em causas ligadas à discriminação racial

Universidade do Futebol – Qual o papel do Pelé no processo de reelaboração da identidade negra? O Bob Marley, por exemplo, era uma grande fã dele, assim como muitos povos africanos tinham seu imaginário incandescido com a passagem do Santos e da seleção brasileira por suas regiões...
Lilia Schwarcz – O Pelé representava algo que era além dele. Não tinha o papal de um agente crítico de discriminação, mas a cor dele falava mais forte. As pessoas o viam de outra maneira.
Há uma diferença entre o que você diz e como você é visto. Na sociedade brasileira, no caso, ele passou a ser visto como o “bom negro”, o bom exemplo, que não fazia críticas, não fazia escândalos.



'Santista' Bob sempre exaltou o Rei do Futebol: "Há uma diferença entre o que você diz e como você é visto", sinaliza Lilia
Universidade do Futebol – E o que o Ronaldo Nazário representou para a sua geração, e o que o Neymar pode representar?
Lilia Schwarcz – Como o Pelé, e nesse processo de mudança racial no Brasil e de negociação da cor, esses jogadores também negociam sua cor. O Pelé foi ficando mais negro, e por isso é importante dar uma temporalidade aos discursos dele. O mesmo vale para o Ronaldo.
Em um de seus discursos de início de carreira, que me recordo, o Ronaldo deu uma declaração que era branco. E o pai dele retrucou: “deixa de ser besta, garoto”.
Ele se sentia branco, pois tinha dinheiro, podia comprar o que queria. E depois fez o papel daquele que não se comporta bem em sociedade. Para muitas pessoas, então, voltava-se o discurso do negro vindo de favela, etc.
Como historiadora, costumo falar que sou um pouco como Conselheiro Aires: as coisas só são previsíveis quando já aconteceram. E é difícil comentar sobre o Neymar.
Muitos jogadores recebem fortunas e representam todos os símbolos de uma sociedade na qual eles querem se incluir. É muito difícil cobrar deles um distanciamento crítico e uma adesão, ainda mais quando não se tem a cor tão determinada, como o Neymar.
Acredito que o mais prudente é aguardar um pouco para ver se este atleta quer desempenhar esse papel de líder da nacionalidade, projetando-se desta forma. É um conjunto de fatores. Claro que a personalidade é muito importante, mas também há um padrão, uma projeção do esporte, etc.
A fala do Neymar, com o tempo, deve repercutir, se ele conseguir se nomear internacionalmente. E o discurso de maior interesse, aquele que vai além da própria pessoa, do próprio ambiente de atuação, pode se confirmar, mas ainda é cedo.



Neymar levanta troféu e Ronaldo se apresenta ao Corinthians; negociação de cor e projeção como figura representativa compõem a trajetória de futebolistas
http://blogdobenelima.blogspot.com/2011/04/lilia-schwarcz-antropologa-e.html